As amarras sociais do preconceito racial

Posted by Domingos Santiago On 0 comentários
As amarras sociais do preconceito racial
As leis anti-racistas são eficazes em coibir a discriminação, no entanto o estigma social ainda perdura.


Constata-se que o preconceito racial ainda está presente em diversas partes do mundo e tem moldado as sociedades desde o início dos tempos. Uma das consequências deste tipo de preconceito nada mais é que a discriminação. Do nazismo à guerra civil em Ruanda ou mesmo o genocídio dos indígenas estadunidenses, o preconceito de raça tem resultado em atrocidades. É bem verdade que a humanidade já deu passos importantes na luta anti-racista através da aprovação de legislações, mas nem de longe o problema parece resolvido.

A manifestação da discriminação nada mais é que a perseguição através da violência física, praticada por grupos extremistas ou mesmo atos individuais, que incitam o ódio e a intolerância, visando exterminar determinado grupo de pessoas por suas características étnicas. O sujeito, também, é estigmatizado e é visto como impotente não só pelo caráter individual, mas por sua marca – cor, etnia.

No século XIX, por exemplo, a população indígena dos Estados Unidos foi quase que totalmente dizimada. Dos 25 milhões de índios, os 2 milhões restantes chegaram aos tempos modernos em condições nada gloriosas e lutam por uma posição digna na sociedade estadunidense. O genocídio em Ruanda de 1994 deixa clara a relação étnica de inferiorizarão racial. Os grupos Tutsis e Hutus se enfrentaram em uma guerra civil entre negros em que 800 mil pessoas foram assassinadas. Na Alemanha nazista, Hitler pregava a superioridade da raça Ariana, e perseguiam qualquer um que não se enquadrasse neste perfil étnico. Esta perseguição étnica foi, senão, o principal motivo do holocausto.

A luta anti-racista parece ter tomado um novo rumo nas sociedades contemporâneas. A começar pela aprovação de legislações que punem qualquer tipo de manifestação discriminatória - seja pela violência física ou verbal. No entanto, a lei parece ser mais eficaz em impedir a discriminação, mas o estigma social ainda permanece. O pensamento de incapacidade de determinada raça ainda está longe de ser eliminada, parece perpetuar-se na mente das pessoas.

Em virtude disso conclui-se que o preconceito racial manifesta-se em diversos tipos de violência – física ou verbal e é fruto da desigualdade social entre grupos distintos: negros, brancos, índios e tantas outras etnias, hierarquização de classes, exclusão social, e possui dimensões múltiplas: econômica, política e social. É sabido que para eliminar o preconceito – qualquer tipo, - faz-se necessário o fortalecimento de instituições autônomas, também com a mobilização em diversos espaços da sociedade com a mediação de nossas diversas instituições e organizações sociais.

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