E agora. Em quem votar? Saiba quando um candidato é mentiroso

Posted by Domingos Santiago On 0 comentários
Com a democratização política do país, as disputas eleitorais tornaram-se mais acirradas. Agências de propaganda são contratadas para produzir e vender imagens positivas de candidatos a cargos públicos, como se estivessem divulgando uma mercadoria. A mídia, especialmente a TV, é usada para manipular a opinião pública. Desse modo, apesar da liberdade de voto, a democracia fica comprometida. Ronald Kuntz, especialista em propaganda eleitoral (marketing político), tem conselhos importantes a nos dar para não sermos enganados na eleições.

Você sabe que um candidato é mentiroso quando:

1. tem soluções para todos os problemas e, pior, tenta provar que há recursos e que é possível resolvê-los todos se for eleito;

2. diz que vai realizar mais obras e prestar mais serviços (aumentar as despesas) e, ao mesmo tempo, afirma que vai reduzir impostos, ou mesmo que não vai aumentá-los;

3. gasta mais tempo em criticar os adversários e as propostas deles do que nadefesa de suas próprias ideias;

4. estimula a inveja e a revolta dos eleitores, mostrando o quanto e injusto "... tão pouco terem tanto, enquanto muitos têm tão pouco...", principalmente quando afirma ao mesmo tempo que, se eleito, os que têm pouco terão chance de ter muito;

5. é incapaz de responder objetivamente a uma pergunta clara e direta ou, ao ser questionado sobre um fato polêmico ou tema embaraçoso, finge que responde; divaga sem chegar à conclusão; ou muda de assunto e responde outra coisa, insultado a inteligência de quem pergunta e de quem assite ao diálogo;

6. tem a incrível capacidade de dizer, sempre, exatamente aquilo que você quer ouvir;

7. não faz nenhum inimigo; não favorece nem contraria frontalmente os interesses de nenhum grupo ou segmento social durante a campanha;

8. tenta mostrar que é "macho" e corajoso, afirmando que recebe ameaças de morte ou sofreu atentados "covardes", principalmente se oferecer como prova tiros na parede da residência, do comitê ou do automóvel;

9. ao ser alvo de boatos ou ser criticado por erro ou fato desabonados presente ou passado, em vez de esclarecê-los, se esconde atrás da esposa e dos filhos, tentando fazer-se passar (junto com a família) por vítima de calúnia e ataques maldosos e eleitoreiros;

10. se for candidato situacionista, nega que a máquina administrativa trabalhe a seu favor ( ou, se for ligado a sindicatos, nega que a máquina sindical esteja a seu serviço);

11. as fotografias que aparecem nos cartazes e outdoors de campanha mostram um candidato muito mais jovem do que o que aparece na TV e nos comícios;

12. já tendo ocupado cargos público ou eletivos, ele insiste em criticar e denegrir a classe política, como se não fizesse parte dela;

13. ele afirma que seu único compromisso é com o povo (ele sempre terá assumido compromissos com os aliados, apoiadores e cabos eleitorais, etc.);

14. ele tenta parecer mais pobre do que expressa a sua declaração de bens;

15. sem coragem de atacar diretamente seu principal adversário, um candidato majoritário cede seu espaço para que seu vice ou candidato proporcional "pau mandado", faça o trabalho "sujo", veiculando a denúncia ou acusação, fingindo nada a ter com o fato e insistindo na necessidade de manter alto o nível da campanha;

16. promete resolver problemas fora de sua alçada (ex-vereador promete congelar o preço de bens alimentícios; deputado promete reduzir juros bancários; etc.).

- Adaptado de "Você sabe que um candidato é mentiroso e tenta enganá-lo quando". Ronald Kuntz. Citado em: Gilberto Dimenstein, org. Como não ser enganado nas eleições. São Paulo, Ática, 1994, p. 22-23.

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