Blog da Santa Política

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Não Sou Omisso: Brasil, um país de contrastes

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Os recentes números relacionados à economia e ao consumismo no país, realmente impressionam. A classe média expandiu 21,5%, colocando cerca de 25 milhões de pessoas no meio da pirâmide social. A pesquisa Economia Brasileira em Perspectiva, produzida pelo Ministério da Fazenda aponta que até 2014, a classe média terá 113 milhões de brasileiros.

Esquecendo um pouco estes números e estatísticas do Ministério da Fazenda, ainda existem os milhões de brasileiro que ainda não tem acesso à educação de qualidade. Fora daquelas escolas "modelos" que vimos nas propagandas do governo, estão as escolas com estrutura mínima e precária: bancas quebradas, goteira na sala de aula e no corredor, professores mau remunerados e despreparados, a merenda escolar desviada ou de baixa qualidade. Nos números do governo, a educação bate recordes de aprovação, mas o aprendizado ainda continua chato, desinteressante, o tal "copy, cola"

Tem também os belos cartões-postais, mas um pouquinho do lado deles estão as comunidades (ou favelas), que diferença faz se ainda vivem com esgoto a céu aberto, ruas esburacadas, casas de taipa e lona, à beira do rio. Que elas não ousem aparecer nos cartões-postais, pois (com certeza) serão reeditadas em photoshp para serem exportadas.

E tem também as pessoas que no momento em que escrevo este texto ou mesmo você o lê, ainda não fizeram sua primeira ou única refeição digna. Por que elas não comem se o Brasil é o quarto produtor de alimentos do mundo? É porque uma casa brasileira disperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra semanalmente, o suficiente para alimentar 500 famílias.

O "país do contraste" se divide, praticamente em dois blocos. Os dos ricos e dos pobres.
Enquanto os ricos esbanjam luxo em carros importados, consumo desnecessário... Os pobres catam o dinheiro para fazer a feira do mês depois de trabalhar oito, doze horas sacrificantes para construir um país que não vai lhe servir, pois boa parte da renda vai para os ricos.

O que se vê é pessoas ricas concluindo cursos superiores nas melhores faculdades públicas do país, enquanto o pobre - que desperdiçou anos de sua vida numa escola pública de má qualidade, mendiga "cotas" para ter acesso ao que é seu por direito.

A gente ainda tem que aturar os governantes enchendo a boca para falar das melhorias que fizeram na saúde ou dos hospitais e clínicas que vão construir, mas que se doentes, irão para as clínicas e hospitais particulares custeados muitas vezes por esse povo que morre na fila do hospital em consequência de uma simples diarréia que poderia ter sido evitada se tivessem saneado àquela rua que a população pediu tanto.

E não acaba por aí, né. Os políticos ainda usam da necessidade do povo para fazer as trocas de favores. Prometem melhorias e até objetos pessoais pelo voto. "Meu único compromisso é com o povo" não é assim que eles dizem? Agora, tenta marcar uma reunião com o candidato que a sua comunidade elegeu nas últimas eleições. Deveriam nos representar, mas nos envergonham com atitudes desrespeitosas, sem ética e dignidade. Sem moral e corrupta. (Sem generalizar, vocês sabem que nem todos são assim).

Este é o momento para avaliarmos nossos conceitos de eleição. Por que o Brasil virou este país policialesco em que as manchetes são figuradas pelos políticos? Pense. Repense. Pesquise. O momento de dar o basta para essas "sacanagens" é este. Dia 3 de outubro, vote consciente.

Domingos Santiago

Fontes:
Sobre a classe C
Desperdício de alimentos
Foto
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E agora. Em quem votar? Saiba quando um candidato é mentiroso

Posted by Domingos Santiago On 0 comentários
Com a democratização política do país, as disputas eleitorais tornaram-se mais acirradas. Agências de propaganda são contratadas para produzir e vender imagens positivas de candidatos a cargos públicos, como se estivessem divulgando uma mercadoria. A mídia, especialmente a TV, é usada para manipular a opinião pública. Desse modo, apesar da liberdade de voto, a democracia fica comprometida. Ronald Kuntz, especialista em propaganda eleitoral (marketing político), tem conselhos importantes a nos dar para não sermos enganados na eleições.

Você sabe que um candidato é mentiroso quando:

1. tem soluções para todos os problemas e, pior, tenta provar que há recursos e que é possível resolvê-los todos se for eleito;

2. diz que vai realizar mais obras e prestar mais serviços (aumentar as despesas) e, ao mesmo tempo, afirma que vai reduzir impostos, ou mesmo que não vai aumentá-los;

3. gasta mais tempo em criticar os adversários e as propostas deles do que nadefesa de suas próprias ideias;

4. estimula a inveja e a revolta dos eleitores, mostrando o quanto e injusto "... tão pouco terem tanto, enquanto muitos têm tão pouco...", principalmente quando afirma ao mesmo tempo que, se eleito, os que têm pouco terão chance de ter muito;

5. é incapaz de responder objetivamente a uma pergunta clara e direta ou, ao ser questionado sobre um fato polêmico ou tema embaraçoso, finge que responde; divaga sem chegar à conclusão; ou muda de assunto e responde outra coisa, insultado a inteligência de quem pergunta e de quem assite ao diálogo;

6. tem a incrível capacidade de dizer, sempre, exatamente aquilo que você quer ouvir;

7. não faz nenhum inimigo; não favorece nem contraria frontalmente os interesses de nenhum grupo ou segmento social durante a campanha;

8. tenta mostrar que é "macho" e corajoso, afirmando que recebe ameaças de morte ou sofreu atentados "covardes", principalmente se oferecer como prova tiros na parede da residência, do comitê ou do automóvel;

9. ao ser alvo de boatos ou ser criticado por erro ou fato desabonados presente ou passado, em vez de esclarecê-los, se esconde atrás da esposa e dos filhos, tentando fazer-se passar (junto com a família) por vítima de calúnia e ataques maldosos e eleitoreiros;

10. se for candidato situacionista, nega que a máquina administrativa trabalhe a seu favor ( ou, se for ligado a sindicatos, nega que a máquina sindical esteja a seu serviço);

11. as fotografias que aparecem nos cartazes e outdoors de campanha mostram um candidato muito mais jovem do que o que aparece na TV e nos comícios;

12. já tendo ocupado cargos público ou eletivos, ele insiste em criticar e denegrir a classe política, como se não fizesse parte dela;

13. ele afirma que seu único compromisso é com o povo (ele sempre terá assumido compromissos com os aliados, apoiadores e cabos eleitorais, etc.);

14. ele tenta parecer mais pobre do que expressa a sua declaração de bens;

15. sem coragem de atacar diretamente seu principal adversário, um candidato majoritário cede seu espaço para que seu vice ou candidato proporcional "pau mandado", faça o trabalho "sujo", veiculando a denúncia ou acusação, fingindo nada a ter com o fato e insistindo na necessidade de manter alto o nível da campanha;

16. promete resolver problemas fora de sua alçada (ex-vereador promete congelar o preço de bens alimentícios; deputado promete reduzir juros bancários; etc.).

- Adaptado de "Você sabe que um candidato é mentiroso e tenta enganá-lo quando". Ronald Kuntz. Citado em: Gilberto Dimenstein, org. Como não ser enganado nas eleições. São Paulo, Ática, 1994, p. 22-23.

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Eleições 2010: A forte imagem do presidente Lula

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"Ha Ha Ha Ha... Ele tá rindo à toa"

Como explicar o fenômeno Luís Inácio Lula da Silva nesta eleições? Quem acompanha ou não o horário eleitoral sabe que grande parte dos candidatos - oposição ou não - usam ou desejam usar a imagem de Lula no seu guia eleitoral. Dilma usa e abusa da imagem do presidente, Serra fez inserções no programa eleitoral da tv e do rádio e em jingles, Marina não descarta a possibilidade de usar a imagem de Lula. Pudera. Lula deixa o governo em 31 de dezembro como o presidente mais bem avaliado na história do país. A aprovação de seu governo bateu seus próprios recordes e termina a gestão com 79% de aprovação, segundo Datafolha. A imagem de Lula não está associada exclusivamente ao bom governo, mas ao seu popularismo. Lula chega a ser mais popular que Obama, presidente dos Estados Unidos e figurando no TOP 10 dos homens mais influentes do mundo.

Então surge o grande desafio para a oposição: como criticar um governo que a maioria dos brasileiros aprova?

Dilma pode não ter conquistado plenamente a confiaça dos eleitores, mas herdou a popularidade de Lula. Na última pesquisa vox populi de intenção de voto, Dilma estava 17% a frente de Serra, a petista venceria no primeiro turno. Sabemos que o principal trunfo para a oposição é criticar o governo e suas ações. Serra o tem feito, mas de forma "comportada", ou seja, nada que ferisse a imagem do presidente.
A principal estratégia de Serra (já que é o principal candidato da oposição) é tentar desqualificar Dilma. Nada tem feito efeito, já que Serra, FHC e a atual oposição também desqualificava Lula - e hoje ele figura como um dos políticos mais influentes do mundo.

O próprio slogan da campanha de Serra: "O Brasil pode mais" remete a ideia de aprovação ao governo Lula. O candidato se arrisca ao associar sua imagem à de Lula. Este tipo de posição pode remeter para o eleitor, aliados e opositores uma mudança de postura. Marina Silva afirmou ter respeito e admiração pelo presidente Lula, mas que também tem a coragem de não ficar utilizando a imagem dele de forma oportunista para sua candidatura.
Tenho a coragem de fazer o que nem as lideranças do PSDB são capazes de fazer: dar o crédito da política econômica ao Fernando Henrique, mesmo ele não sendo assim tão popular – afirmou em entrevista.
Os próprios eleitores lembram as duras críticas de Serra à Lula em 2006, quando Lula tentava a reeleição. No dia 26 de janeiro de 2006, Serra comparou Lula a Maluf, dizendo que o presidente faz a "pregação das excelências da ignorância". E poucos anos depois (agosto de 2010) dá o seguinte depoimento:
- "Não sei por que estão se incomodando. Só dissemos que eu e Lula somos políticos experientes, é uma verdade; que nossos nomes têm história, outra verdade; e por último, que eu tenho mais vivência do que Dilma, mais uma verdade indiscutível".

Claro que o contesto é diferente, mas Serra tentam usar a imagem de Lula estrategicamente. O eleitor atento sabe que tudo não passa de um jogo político e que a intenção é mesmo vencer as eleições.

Domingos Santiago

Referências:
  • Serra: Lula se parece com Maluf e prega ignorância {Terra} Acesso: 25.ago.2010
  • Serra se compara a Lula e provoca Dilma em Manaus {Estadão} Acesso: 25.ago.2010
  • Marina Silva faz críticas a Lula e Serra {Diário Catarinense} Acesso: 26.ago.2010
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